sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Eu sou o poeta e não sabia amar!

Acho que hoje eu entendo o que Cazuza queria dizer quando dizia que era poeta mais não sabia amar. De fato não estou certo se era isso mesmo que ele pensava. Mas sabe, durante muito tempo eu vivi das ilusões de minha mente e desolação do meu coração. Procurava em cada quanto inexplorado e incompreendido algum motivo pra me fazer feliz. Procurava pelo amor, e o idealizava através de palavras escritas e sentimentos suprimidos. Foi quando então o amor me encontrou e eu fugi dele! Mas por que meu Deus? Por que eu fugi dele se ele era tudo o que eu queria e procurava? Talvez eu fosse apenas um artista tolo e um ser humano incompreensível! Talvez quisesse apenas viver minhas ilusões e enamorar-me da tristeza do vazio de não ter alguém pra dividir momentos comigo. Curtir? Curtia muito! Mas tudo aquilo não passava de momentos pontuais. Não permitia me entregar por inteiro, não sei porquê! Que irônico não? O poeta que não se entregou ao amor, o poeta que não queria se entregar, o poeta que não sabia amar! Preferia viver de suas insanidades egocêntricas a apreciar a constância do amor que começava na cama, com carícias, com carinho, com o gosto, com o desejo, e terminava nos diálogos tão inquietantes e fascinantes após. Eu acho que nunca vou encontrar em nenhuma outra garota a genialidade e o sabor que você tinha! Que vontade de te provar novamente! Você dizia que me amava e tinha horas que você tinha vontade de lamber o meu cérebro! Eu sentia a mesma coisa, mas não tinha certeza se realmente era aquilo. Faltava paixão! Mas por que essa paixão só veio me pegar depois que eu não te tinha mais? Ah se eu te tivesse agora! Como ia te fazer feliz! Como ia te amar! Cara, como eu te desejo! Será que um dia você será minha novamente? Não sei. Acho que não. É realmente uma pena! Você queria uma amor visceral, e hoje eu posso te dar! Mas agora já é tarde. O poeta talvez seja um covarde. Que prefere sonhar com os amores e viver a ilusão, do que viver o amor a cada dia e se deixar levar pela paixão. Percebi isso tarde, e hoje venho me lamentar. É realmente uma pena não ter você mais aqui pra eu amar.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O amor que trago no peito: da Rocinha para o mundo!

     Não sei bem o porquê, mas essa foto me traz uma sensação de nostalgia muito boa, que me remete ao passado. Talvez sejam as cores. Talvez seja o fato de que passei boa parte da minha infância e juventude pernoitando em meio a essa paisagem maravilhosa! O fato é que em algum lugar do meu cérebro, eu guardo lembranças, sensações, e sentimentos muito bons envolvendo esse cenário. Obrigado meu Deus por todas as vezes que me ouvistes e falastes comigo aqui neste lugar. Obrigado por ter me colocado onde estou. Agradeço pela vida da minha família, dos meus amigos, e de outras pessoas que passaram por mim.


                   Orla de São Conrado. No canto, a favela da Rocinha. Rio de Janeiro - Brasil


Um canto de amor à Rocinha:

Quero abraçar o "Dois irmãos", pra ver se através da imensidão dessa mistura magnífica entre o asfalto e o morrão, a "gringaiada" e o sertão, a natureza e o meu coração, vou ser capaz de ser feliz sem dor, sem dó e com cor, sem medo e sem pudor.
Vivendo de amor, de "é hoje que eu vô!", de "eu tô que tô!", de "tamo junto, demorô!".
Que lugar é esse seu moço, que brinca comigo todo dia me fazendo promessas vazias?
Quero ser um grande ator, ser cientista, ser doutor! Será que posso meu Senhor?
Que lugar é esse que deixa saudades naqueles que aqui estão e naqueles que voltarão?
Saudades do que se perdeu, saudades do que não voltou, saudades do que nunca se teve, saudades daquilo que nunca faltou.
Que lugar é esse "novinha", onde o mundo inteiro se encontra de Janeiro à Janeiro, de Abril à Abril? Eu tô falando da minha casa: Rocinha, Rio de Janeiro, Brasil!
Às vezes me dá um ódio danado e eu penso em partir. Sair e não voltar, me despedir!
Mas quando penso na alegria que me dá ao retornar, ou na tristeza que vou sentir se eu realmente "meter o pé daqui", prefiro evitar e não me deixar levar por essa ideia de viver em Waikiki.
Ser brasileiro é fácil, só precisa aprender a se divertir! Ser carioca é moleza, só precisa aprender a fazer amizade aqui e ali. Agora, ser "rocinhense" é pedreira, vou mentir pra tu não!
Tem que aprender a subir ladeira, andar no beco e passar por cima de lixão!
Se embriagar na terça-feira, tomar uma dura na pracinha, trocar uma ideia com os "amigo" no Valão.
Na verdade, tu pode fazer o que tu quiser! Desde que ande na disciplina irmão.
Mas aí, quer fazer melhor: ame ao próximo como a si mesmo e ajude quem tah na mão.
Dessa forma, além de Deus te abençoar, geral vai ver que tu é sangue bom!

Erik Martins 

sábado, 23 de março de 2013

Nostalgia

E se pudéssemos voltar no tempo, de verdade, e viver tudo novamente?
Mas e se no momento que nós voltássemos nossas mentes não pudessem constatar que de fato aquilo se tratava de uma revivência, e tivéssemos apenas a impressão, no máximo a sensação, de já ter vivido aquilo anteriormente?
Passaríamos o resto de nossas vidas considerando tal episódio como sendo um simples dejávu, desconsiderando o fato da viagem temporal, ou um dia teríamos a possibilidade de comprovar que viajar no tempo é possível?
Mas como seria possível tal comprovação, se no momento em que viajássemos perderíamos a memória? Seria possível convencer o seu eu do passado que o seu eu do futuro é o seu eu do presente?

Loucuras que me fazem rir, pensar e desejar de fato reviver o que passou...

Erik Martins